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Confesso ter sentido um pouco de medo ao saber da aula no Calabar. Como disse antes, sou menina de condomínio, criada com as piores informações sobre o mundo fora do meu bairro. Logo na chegada, esperei logo por um tiro, um confronto entre polícia e traficantes, mas não foi isso que eu vi. Sei que parece um pouco preconceituoso, a verdade é que infelizmente fui criada assim e a mídia contribuiu para enxergar os centros periféricos dessa maneira.
A verdade é que vi um povo acolhedor, fui muito bem recebida e ouvi uma história de luta e resistência vivida por heróis, que com pouco recurso tentam mudar o cenário do bairro. A Escola Aberta é uma segunda casa para as crianças, que recebem um acompanhamento não só pedagógico, como fraternal. Tive dúvidas em relação a chegada da polícia no Calabar, e logo tiver a certeza do preparo dos policias, quando a comandante fez um pequeno discurso sobre a relação entre eles e os moradores, e como é fundamental a humanização dos policias que muitas vezes são vistos como carrascos.
Dessa forma, foi uma visita fantástica e produtiva para mim, que mudei totalmente minha concepção em relação à realidade e meu mundo que se restringia apenas a bairros nobres de Salvador. Não percebendo que o título de nobreza pertence ao Calabar, que é pioneiro em resistência e formação de pessoas que realmente são dignas de toda honra e glória.
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