segunda-feira, 6 de junho de 2011

Visita e Aula no Calabar por Catriel Chamusca

Na última sexta feira, tive uma experiência um tanto inusitada e bastante gratificante. A aula de Comunicação e Poder, do professor Fernando Conceição, foi realizada na comunidade do Calabar, primeira favela Soteropolitana a receber uma base da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) através da ação de ocupação.
Não sou o tipo de pessoa que deixa de ir a algum lugar por medo ou qualquer tipo de preconceito. Já fui a outros lugares considerados perigosos. Nunca fui ao Calabar. Mas não fui porque nunca tive a oportunidade de ir. Oportunidade esta que surgiu através do convite de Fernando, que nasceu e cresceu no Calabar.
Confesso que na ocasião em que a questão da ocupação foi debatida em aula, tratei-a com um certo ceticismo, principalmente em relação a violência que poderia ser utilizada para esta ocupação.

O depoimento da Tenente, comandante da operação, foi esclarecedor em relação a isso. Ela deixou claro que os policiais passaram por um treinamento específico, que possibilitou o sucesso da operação, não havendo violência e nenhum tiro dado durante a operação. Mais do que um trabalho técnico, os policiais têm um trabalho muito mais humano, atuando conjuntamente com a comunidade. Os policiais, pela impressão que tive, convivem em perfeita harmonia com os moradores do Calabar. Além claro da segurança, os policiais proporcionam educação, lazer e saúde, através de ações conjuntas com a comunidade.
Nas adversidades é que as pessoas se tornam mais solidárias e humanas, e no Calabar isso ficou claro pra mim. As pessoas que antes viviam com medo, insegurança, perdendo filhos e parentes para as drogas e a violência, agora vivem em paz, conjuntamente e se ajudando mutuamente. A intervenção da polícia se não eliminou, pelo menos fez diminuir consideravelmente o número de casos de violência e tráfico de drogas na comunidade.
Agora, as crianças e adolescentes que só viam futuro nas drogas e na criminalidade, podem buscar um futuro novo através da educação, principalmente por causa de projetos como o da Escola Aberta, que mais que uma escola é um lugar que acolhe as crianças e contribui para a reinserção dessas crianças na comunidade e na sociedade.

Não considero, porém, ser a polícia a responsável por criar hábitos de solidariedade e humanidade entre a comunidade do Calabar, pois mesmo sempre convivendo lado a lado com a violência, a comunidade existia e se mobilizava como tal. A policia, claro, contribuiu para este fim.
A visita a comunidade do Calabar foi pra mim muito prazerosa. Todos nós, estudantes que “pulamos o muro”, fomos muito bem recebidos e tratados por todos os moradores do Calabar. Se alguém da turma foi ao Calabar tendo um certo medo ou preconceito por ouvir falar dos pais, dos jornais ou da televisão que o Calabar é violento e perigoso, com certeza mudou, pelo menos um pouco sua opinião.

Visita ao Calabar, por Carla Galrão

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Confesso ter sentido um pouco de medo ao saber da aula no Calabar. Como disse antes, sou menina de condomínio, criada com as piores informações sobre o mundo fora do meu bairro. Logo na chegada, esperei logo por um tiro, um confronto entre polícia e traficantes, mas não foi isso que eu vi. Sei que parece um pouco preconceituoso, a verdade é que infelizmente fui criada assim e a mídia contribuiu para enxergar os centros periféricos dessa maneira.
A verdade é que vi um povo acolhedor, fui muito bem recebida e ouvi uma história de luta e resistência vivida por heróis, que com pouco recurso tentam mudar o cenário do bairro. A Escola Aberta é uma segunda casa para as crianças, que recebem um acompanhamento não só pedagógico, como fraternal. Tive dúvidas em relação a chegada da polícia no Calabar, e logo tiver a certeza do preparo dos policias, quando a comandante fez um pequeno discurso sobre a relação entre eles e os moradores, e como é fundamental a humanização dos policias que muitas vezes são vistos como carrascos.  
Dessa forma, foi uma visita fantástica e produtiva para mim, que mudei totalmente minha concepção em relação à realidade e meu mundo que se restringia apenas a bairros nobres de Salvador. Não percebendo que o título de nobreza pertence ao Calabar, que é pioneiro em resistência e formação de pessoas que realmente são dignas de toda honra e glória.

Mais comentários sobre a visita ao Calabar [2]

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No meu pais de origem, a Itália, não tem favelas, da forma como tem no Brasil. Porém, há muitos bairros de cunho popular.
Mas mesmo assim é raro encontrar algo parecido ao Calabar, um território modificado pela luta e a resistência dos moradores. 
“Antigamente, esta área era uma vala”  frisa o Professor Fernando Conceição, no decorrer da aula, contando a história da transformação do bairro através aarticulação dos jovens. 
O que chamou muito a minha atenção, nesta primeira visita do bairro foi que, a poucas centenas de metros do shopping Barra, o Calabar soube construir espaços comunitários como a escola aberta, o rádio, a biblioteca, o prédio Provida  devolvendo, na minha opinião, a comunidade e a todos os cidadãos, preciosas infraestruturas e um exemplo concreto de atuação de politicas publicas, sem a intervenção do Estado. Há um mês, as instalações policiais representam a tentativa do Estado de intervir na segurança do bairro e o que mais conta é que a associação dos moradores está apoiando esta iniciativa, mesmo tendo posições mais ou menos céticas no seu interior.
O que dará este conúbio, só o tempo nos dirá.


Viviana Preziotti






 Ir para um lugar onde não se tem uma infra-estrutura comparada aos bairros novos, como Pituba ou Graça, para mim não foi nenhuma novidade. No entanto, admito minha completa falta de conhecimento das conquistas do Calabar, que só ouvia da mídia como uma região onde "o sistema é bruto". Veio ainda mais para prejudicar a imagem do bairro a operação da polícia militar, que foi aplicada nos locais de maior conflito em Salvador e Feira de Santana e segue o modelo das UPP's do Rio de Janeiro e do Japão (Japão? Isso mesmo).
     A base comunitária da polícia não possui nem dois anos, no entanto o Calabar tem escola, rádio, biblioteca e padaria comunitárias. Deduz-se que, com certeza, não foi obra do governo do estado e muito menos dessa prefeitura desorganizada que nós temos.  A luta dos próprios moradores por essas conquistas transformou o Calabar do "pau-a-pique" em uma comunidade considerada modelo. A Escola Aberta do Calabar teve financiamento internacional e se baseia em uma estreutura socio-pedagógica diferente de outros centros educacionais, de acordo com a declaração da diretora pedagógica. Diante de uma nação inerte e apolitizada, mais pela desesperança do que pela passividade, descobrimos que os nossos heróis nacionais vão além de Dom Pedro I e Tiradentes. Esses já estão mortos, deixem-os pra lá. Os verdadeiros heróis estão aqui, no nosso dia-a-dia. São nossos vizinhos que tentam melhorar o lugar onde vivem mesmo ganhando pouco e dependendo de transportes-públicos, saúde e educação precários.São os que fazem protestos contra Belo-monte, greve por melhorias para o corpo docente, projetos para a melhora da sociedade sem precisar ganhar um tostão a mais. 
    Só uma coisa para finalizar. Ao chegarmos no PROVIDA, sede da base comunitária, já nos deparamos com dois jornalistas: um do Correio* e outro da TV Itapoan. Como vida de jornalista é corrida, não ficaram nem duas horas inteiras, procuraram todas as fontes necessárias, fizeram os melhores takes e foram embora. Me pergunto, com muita sinceridade: "O que eles foram fazer lá?". Eu, como estudante de jornalismo, estudei na faculdade sobre os critérios de noticiabilidade, ou seja, os fatores que legitimam o fato como uma notícia. No entanto, não encontrei nenhum que se aplicava ao momento. Seria a questão da imprevisibilidade, alunos de faculdade em um comunidade, como se nunca na história desse país grupos universitários fizeram projetos nessas regiões? Ao chegar em casa, chequei nos principais veículos soteropolitanos as notícias sobre o Calabar. Além das já conhecidas sobre a violência, algumas me sobressaíram a vista. Estavam lá, projetos sociais do bairro APÓS a implantação da base comunitária da polícia militar. Pressupõe que tais projetos começaram a existir na região devido a políticas públicas do governo, não pela conquista dos moradores. Por acaso isso é jabá do governo do estado? Só estando na rotina de produção para saber. O buraco é mais embaixo.


Maria Garcia




   

sábado, 4 de junho de 2011

Mais comentários dos alunos sobre a visita ao Calabar

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     O Calabar é algo que foge completamente da minha vivência. Admito que ate então, nunca tinha visto algo parecido “casa grande e senzala” vivendo muito próximos. O tempo em que estive no Calabar não permite que eu afirme que existe uma convivência pacifica entre a elite e a escoria social. Aparentemente são dois mundos distintos, os ricos e abastardos de um lado e os descamisados e desassistidos de outro. As políticas sociais que o Estado tenta ou implementam nas comunidades carentes é bem. Percebe-se que há falta de um tudo, segurança pública, saúde e políticas sociais. Recentemente com o advento da UPP no Calabar, procura-se resgatar uma dívida social que a muito tempo carecia nessa comunidade. Que a lacuna que a muito tempo esta aberta nesse bairro carente seja preenchida eficientemente."


Amanda Mira












Calabar, uma história de resistência


            Um dos aspectos mais importantes a se reconhecer na história do Brasil é que a moeda de troca da liberdade dos escravos foi o seu total abandono por parte do Estado, que se refletiu no confinamento dos seus descendentes em novos guetos, como é o caso de grande parte dos nossos bairros de periferia, e nesse contexto se insere o bairro do Calabar. Por muito tempo o Estado só se fez presente por intermédio de incursões policiais, muitas vezes violentas, como relatam os próprios moradores. A ausência do Estado contribuiu para o desenvolvimento de um “poder paralelo”, como é conhecido o crime organizado.
            Situada numa área de forte especulação imobiliária, próxima a bairros de classe média alta, a comunidade do Calabar passa quase despercebida para quem transita pela Avenida Centenário e pelos bairros de São Lázaro, Jardim Apipema ou o Cemitário do Campo Santo. Ouvi muito sobre o bairro em jornais e TV's, quase sempre nas páginas policiais. Recentemente, a região virou notícia após a criação da primeira Unidade de Polícia Pacificadora na Bahia.
            O discurso que fudamenta a implantação da Unidade de Polícia Pacificadora, segundo seus gestores, veio como marco para possibilitar a presença do Estado no Calabar, como afirmou a própria Cap. Oliveira. Para ela, só é possível o Estado se afirmar perante o bairro depois de sua pacificação. A UPP conta com cerca de 120 policiais que receberam treinamento diferenciado para lidar com a localidade. É com orgulho que ela diz “há um mês não temos homicídios por aqui”.
            Considerando que a disciplina Comunicação e Poder - ministrada por Fernando Conceição, ex morador do bairro do Calabar e grande ativista do movimento negro - tenta discutir sobre o conceito de poder e suas manifestações sociais, bem como o estudo dessas manifestações de poder no nosso espaço geográfico, em especial o espaço baiano, veio em boa hora a possibilidade de participar de uma aula aberta no primeiro bairro de Salvador a receber esse tipo de política de segurança pública.
            O discurso dos diversos líderes comunitários presentes na aula deixou claro que diversas pessoas estão empenhadas em promover conjuntamente o desenvolvimento daquele lugar que foi abandonado pelo Estado faz muito tempo, e que hoje se torna palco e modelo de uma nova maneira de abordar o crime organizado. Além disso, há mais de trinta anos o bairro é marcado por uma organização interna entre seus membros, que objetiva lutar por melhorias na educação, saúde, infra-estrutura, e contra a especulação imobiliária que já tentou engolir o bairro, entre outras conquistas. Quem viveu na comunidade é muito privilegiado para pensar as políticas relacionadas ao bairro.
            A Universidade, através da academia, por muito tempo ficou restrita a um espaço particular, elitista e burguês, contrariando seus próprios fundamentos. A relativa descrença que eu e mais algumas pessoas tinham sobre a ocupação da polícia atiçou ainda mais a curiosidade sobre a ação do Estado naquele lugar. O conjunto dessas constatações permitiu compreender que a efetividade dessa política estatal passa pela sua discussão constante com a comunidade, através dos seus principais representantes. A Universidade, por sua vez, pode e deve funcionar como importante mediadora dessas políticas.

Vano Lima









          A visita da turma de Comunicação e Poder do semestre 20011.1 da Faculdade de Comunicação da UFBA, da qual faço parte, ao bairro do Calabar foi uma proveitosa e rica experiência sobre cidadania, mobilização política, consciência social, luta pelos direitos humanos e pela igualdade. Conhecer a história de organização e mobilização políticas dos moradores do bairro – iniciada na batalha para não serem expulsos da área pela especulação imobiliária, e continuada, hoje em dia, através da luta contra a violência urbana e o tráfico de drogas como o oponente principal – mostrou-me um outro caminho possível para a resolução, ou ao menos a amenização, dos gravíssimos problemas sociais brasileiros, que no Estado da Bahia são ainda mais agravados pelo descaso e corrupção dos seus governantes. Poder visualizar de perto a história dos moradores do Calabar pela conquista da cidadania plena mostrou-me que é possível vencer a exclusão social – calcada em nosso país, como todos sabemos, em simbólicos critérios culturais de “raça” – através da união, da ação conjunta dos habitantes, da valorização da educação (sobretudo nas fases iniciais), da busca de parceiros civis e internacionais (já que o Estado nacional lá se faz ausente), etc. 
        A experiência, enfim, de ir ao Calabar, ouvir os moradores mais antigos que participaram de toda essa história de luta, assistir a palestra da Capitã da PM acerca do treinamento especial e diferenciado que tiveram para agirem de modo diverso ao tradicional no Calabar, mostra a todos nós, cidadãos brasileiros e soteropolitanos, que é preciso a ação conjunta da população na busca pela resolução dos problemas, que é necessário fazer-se visível, sair do anonimato, insistir, lutar e cobrar do Estado Brasileiro que compense sua ausência e se faça presente. Contudo, a lição maior que certamente restará para mim dessa riquíssima experiência é a possibilidade de visualização de alternativas novas e diferentes para as periferias brasileiras. Muito ainda está por fazer naquela localidade de Salvador, mas a aula aberta do Calabar deu-nos uma lição sobre a realidade social nacional que, talvez, somente a leitura e muitos livros teóricos sobre o tema poderia igualmente fazê-lo.

Paulo Pereira




Clipagens do dia

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Site Tribuna da Bahia


Cidade 
Calabar recebe Aula Aberta da UFBA Publicada: 01/06/2011 08:56| Atualizada: 01/06/2011 08:56



O bairro do Calabar sediará nesta sexta-feira (03/06), a partir das 9h, 
uma aula aberta da disciplina Comunicação e Poder, do curso  de 
Comunicação Social da Universidade Federal da Bahia (UFBA), ministrada 
pelo professor Fernando Conceição, ex-morador da localidade. A curiosidade 
dos alunos sobre a situação do bairro após a instalação da Base Comunitária 
de Segurança, pelo Governo do Estado, motivou a realização da aula.


A atividade será realizada nas instalações do projeto Provida, onde também 
esta instalada a Base Comunitária de Segurança do bairro. O livro do sociólogo 
catalão Manuel Castells, A Galáxia da Internet, servirá como ponto de partida 
para o debate entre os alunos da disciplina e a comunidade do Calabar.


A aula será aberta pela presidente da Associação de Moradores do bairro,
Maria de Fátima Gavião, e contará também com a participação da 
coordenadora-geral do Diretório Central dos Estudantes da UFBA (DCE), 
a estudante de Jornalismo, Tâmara Terso.


Site Oficial da Universidade Federal da Bahia (UFBA)




Calabar recebe Aula Aberta da UFBA

01/06/2011 - 17h05
O bairro do Calabar sediará nesta sexta-feira (3 de junho), a partir das 9h,
uma aula aberta da disciplina Comunicação e Poder, do curso de
Comunicação Social da Universidade Federal da Bahia (UFBA),
ministrada pelo Prof. Fernando Conceição, ex-morador da localidade.
 A curiosidade dos alunos sobre a situação do bairro após a instalação
da Base Comunitária de Segurança, pelo Governo do Estado, motivou
a realização da aula. A atividade será realizada nas instalações do
projeto Provida, onde também está instalada a Base Comunitária de
Segurança do bairro. O livro do sociólogo catalão Manuel Castells,
"A galáxia da Internet", servirá como ponto de partida para o debate
entre os alunos da disciplina e a comunidade do Calabar. A aula
 será aberta pela presidente da Associação de Moradores do bairro,
 Maria de Fátima Gavião, e contará também com a participação da
 coordenadora geral do Diretório Central dos Estudantes da UFBA (DCE),
a estudante de Jornalismo Tâmara Terso.



Blog Raimundo Rui News

CALABAR RECEBE AULA ABERTA 

DA UFBA E OUTRAS ATIVIDADES

Gaovernador da Bahia Jaques Wagner, no Calabar


O bairro do Calabar sediará nesta sexta-feira (03/06), a partir das 9h,
 uma aula aberta da disciplina Comunicação e Poder, do curso 
de Comunicação Social da Universidade Federal da Bahia (UFBA), 
ministrada pelo professor Fernando Conceição, ex-morador da
localidade. A curiosidade dos alunos sobre a situação do bairro
após a instalação da Base Comunitária de Segurança, pelo 
Governo do Estado, motivou a realização da aula. A atividade
será realizada nas instalações do projeto Provida, onde também esta
 instalada a Base Comunitária de Segurança do bairro. O livro 
do sociólogo catalão Manuel Castells, A Galáxia da Internet, 
servirá como ponto de partida para o debate entre os alunos da 
disciplina e a comunidade do Calabar. A aula será aberta pela
 presidente da Associação de Moradores do bairro, Maria de Fátima
Gavião, e contará também com a participação da coordenadora-
geral do Diretório Central dos Estudantes da UFBA (DCE), a
estudante de Jornalismo, Tâmara Terso.Tomara que está iniciativa
do governo do estado chega a outras comunidades como: Bairo da
Paz, Tancredo Neves, Suburbio Ferrociario e etc. Mas este já um
 bom caminho...





Site da Rádio Sociedade


Cidades
Calabar receberá Aula Aberta da 
Universidade Federal da Bahia
Aula será ministrada pelo professor Fernando Conceição, ex-morador da localidade
Publicada por Mariana Sotero às 13:04, 01/06/2011

Nesta sexta-feira (03), o bairro do Calabar receberá uma aula 
aberta da disciplina Comunicação e Poder do curso de Comunicação
 Social da Universidade Federal da Bahia (UFBA), a partir das 09h.
A aula ministrada pelo professor Fernando Conceição, que é ex-morador
 da localidade e vai tirar dúvidas sobre a situação do bairro após a 
instalação da Base Comunitária de Segurança, pelo Governo do Estado.
A atividade será realizada nas instalações do projeto Provida, onde 
também esta instalada a Base Comunitária de Segurança do bairro.
 O livro do sociólogo catalão Manuel Castells, A Galáxia da Internet, 
servirá como ponto de partida para o debate entre os alunos da
 disciplina e a comunidade do Calabar.
O início da aula ficará por conta da presidente da Associação de
 Moradores do bairro, Maria de Fátima Gavião, e contará também
 com a participação da coordenadora-geral do Diretório Central 
dos Estudantes da UFBA (DCE), a estudante de Jornalismo, Tâmara Terso.






Site Seja Bem Informado

Fernando Conceição volta ao Calabar
 para dar aula de Comunicação Social
O bairro do Calabar está sediando hoje, sexta-feira (03/06), desde as 9hs, 
uma aula aberta da disciplina Comunicação e Poder, do curso de Comunicação
 Social da Universidade Federal da Bahia (UFBA), ministrada pelo professor 
Fernando Conceição, ex-morador da localidade.
A professor Fernando Conceição foi morador e líder comunitário do 
Calabar que escreveu parte da história dos despossuídos de Salvador 
defendendo a permanência dos ocupantes originais do bairro, encravado 
numa área nobre e altamente valorizada da capital baiana, que durante 
os anos 70 do século passado foram ameaçados de ser retirados do
 Calabar por pressão da especulação imobiliária.
Nada mais justo e correto que, na nova fase vivida pelo Calabar, 
Fernando Conceição ministre aula para seus alunos de Comunicação 
Social na terra que defendeu em vários anos da sua juventude.
Esse é um fato histórico que merece registro dos veículos de comunicação
 de massa de Salvador, da BVahia e de abrangência nacional.
A curiosidade dos alunos sobre a situação do bairro após a instalação 
da Base Comunitária de Segurança, pelo Governo do Estado, motivou a realização da aula.
A atividade está sendo realizada nas instalações do projeto Provida, 
onde também esta instalada a Base Comunitária de Segurança do bairro.
O livro do sociólogo catalão Manuel Castells, A Galáxia da Internet
servirá como ponto de partida para o debate entre os alunos da disciplina
 e a comunidade do Calabar.
A aula será aberta pela presidente da Associação de Moradores do bairro,
 Maria de Fátima Gavião, e contará também com a participação da 
coordenadora-geral do Diretório Central dos Estudantes da UFBA (DCE), 
a estudante de Jornalismo Tâmara Terso.






Correio (Edição de hoje)











Aula no Calabar, por Zaira Portela

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    Como eu disse em meu depoimento na sala, nem sabia da existência do Calabar até o início deste ano. Então não posso dizer que fui lá com medo, apesar de ter crescido em um condomínio, na frente dele há algo que não sei se chamo de favela, porque não moram apenas pessoas pobres, como também de classe média, mas como toda história única, o Jomafa ("conjunto" no qual me refiro) tem tráfico de drogas, tem um índice altíssimo de assaltos, tanto até que o Jomafa é conhecido como o lugar que vizinho rouba vizinho. Eu sempre frequentei este lugar, nunca fui assaltada, por isso sempre achei estranho todos aqueles helicópteros rondando todo ano, mas enfim.

    Quando eu cheguei no bairro, fiquei surpresa sim, porque como disse, eu tava com aquela visão bem "Tropa de Elite 2", mas poxa, dá até pra notar no ar que não tem aquele clima la do filme! A primeira coisa que eu notei foi a rádio, que fiquei escutando durante um bom tempo, com músicas que eu já gosto... A segunda foi a incrível interatividade do pessoal, todo mundo se conhece, se cumprimenta, coisa que como disse a colega Carol, não acontece na Barra por exemplo.


    O valor que aquelas pessoas dão ao chão que estão pisando, é mais que suficiente pra falar que eles não são mais céticos em relação à questão da violência lá. Ontem estava pesquisando sobre os moradores, encontrei alguns blogs, e neste em especial, o "Calabar Sou Eu", li uma coisa que me interessou bastante:

"Do começo da operação até hoje 31 de março de 2011 está tudo uma maravilha!
Veja alguns comentários interessantes que já ouvi:
1 – Vamos tirar as grades, não tem mais precisão.
2 – Oxi, sexta-feira vou comer água até umas horas.
3 – Porra, agora vou poder usar o mercado na madrugada."
    Admito, não li muita coisa neste blog porque ele escreve muuuuuito!
Mas poxa, voltando pra a metáfora da história única: o Calabar tem toda uma história de resistência e luta pelos seus direitos! Porque que tem que ser visto como um ponto de drogas? Eu fico me perguntando muito sobre isto, porque eu tenho o exemplo aqui a 120 metros da minha casa, e não entendo o porquê. Por quê? Vocês podem me responder?

Blog Calabar Sou Eu
A História Única (QUEM NÃO ASSISTIU, ASSISTA!): 





(parte 1 - o resto vocês vão vendo lá mesmo, deve ter o link)

Aula no Calabar, por Denise Barbosa

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A aula sediada no bairro Calabar foi mais uma experiência inesquecível, como sempre, as aulas ministradas pelo prof. Fernando Conceição, tem essa excepcionalidade. Apesar de ter nascido em Salvador-Ba não conhecia o Bairro, pois morei pouco tempo aqui (Salvador-Ba), só retornei no final de 2006. Bom, a aula teve impressões maravilhosas, a fala dos lideres comunitários, da comandante da UPP e do próprio prof. Fernando Conceição, foi interessante para conhecer a história do bairro, os projetos e os ideais. O que ficou bastante nítido na aula no bairro Calabar foi as reais necessidades da comunidade, a constante luta política e a sua trajetória ideológica, relatada nos dois livros do prof. Fernando Conceição, Cala a boca Calabar (1984) e Negritude favelada (1988).

Aula do dia 03 de Junho foi no Calabar

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Vejam as fotos do dia


A capitã responsável pela Operação da Base Comunitária do Calabar explicando aos alunos o proceso

Base Comunitária do Calabar, onde foi a aula